Tragédia do rio Turvo completa 66 anos
A tragédia do rio Turvo, o maior acidente rodoviário em número de mortes já registrado no estado de São Paulo, completa 66 anos nesta segunda-feira (24).
Em 24 de agosto de 1960, por volta das 19h30, um ônibus com 64 estudantes caiu de uma ponte em construção sobre o rio Turvo, no limite entre Guapiaçu e Olímpia, onde hoje passa a rodovia Assis Chateaubriand. Cinquenta e nove pessoas morreram. Apenas cinco escaparam, entre elas o motorista.
Os estudantes tinham saído de São José do Rio Preto cerca de uma hora antes, em dois ônibus, com destino a Barretos. Eram alunos da Escola Técnica de Comércio Dom Pedro II. A fanfarra da escola se apresentaria na cidade.
A ponte ainda estava em obras, e os veículos passavam por um desvio. Ao cruzar o trecho, o motorista do primeiro ônibus perdeu o controle e caiu no rio. Dos 64 passageiros, só cinco conseguiram sair.
O acidente causou comoção na região. As famílias velaram os corpos em casa e depois se reuniram em frente à catedral de Rio Preto. Os sepultamentos começaram no dia 25 e duraram a noite inteira.
A tragédia virou tema de duas músicas: "Tragédia do Rio Turvo", de Vieira e Vieirinha, e "Rio Preto de Luto", de Tião Carreiro e Pardinho. Em 30 de agosto de 1960, seis dias após o acidente, a Câmara de São José do Rio Preto trocou o nome da Avenida Mirassol para Avenida dos Estudantes, onde foi erguido um monumento com os nomes dos jovens.
Em 2010, nos 50 anos do acidente, foram plantados 59 jequitibás e instalado um memorial com os nomes das 59 vítimas em uma praça de São José do Rio Preto, batizada de Bosque da Saudade.




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